Há algum tempo o Brasil tem sofrido com uma série de apagões em várias regiões do País. Ano de eleições e Copa do Mundo, uma possível crise energética tem sido pauta de várias discussões por parte de especialistas e até políticos, tanto da situação quando da oposição.

Faltando quatro meses para o início da Copa do Mundo 2014, no Brasil, o país enfrenta as consequências do 10º apagão energético ocorrido no governo Dilma, que desta vez atingiu 11 Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do Tocantins, na Região Norte e ao menos seis milhões de pessoas.

A título de informação, segundo um levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), desde janeiro de 2011 até o dia 4 de fevereiro deste ano, foram registrados 181 apagões no país – todos considerados falhas de energia, independentemente do tamanho da área afetada, do período ou da carga interrompida. Apenas em 2013, foram registrados 45 blecautes.

Não é novidade que a falta de chuvas colocou o Brasil na faixa de risco dos apagões devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e ao crescente consumo de energia elétrica, provocado pelas temperaturas escaldantes deste verão. No entanto, dos 10 maiores blecautes ocorridos no mundo a partir de 1999, dois foram no País – o que deixa claro as fragilidades no abastecimento de eletricidade.

Uma das maiores crises na energia elétrica brasileira aconteceu em 2009, quando um apagão em 18 Estados deixou o país às escuras. E o problema não se tratou de questões de chuva ou queda nos reservatórios, e sim da falta de investimentos, que impediram atender a demanda. No Amazonas, na região Norte e o maior Estado do País, a interrupção no fornecimento de energia é uma constante.

Sabemos que o tamanho territorial do Brasil dificulta a distribuição de energia, tornando o sistema complexo, já que este conta com mais de 100 mil quilômetros de linhas de transmissão e suscetível a falhas. Entretanto, o país já viu esse filme e essas mesmas justificativas no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando, de fato, conhecemos o estrago que um apagão pode causar ao país e na imagem de um político.

O Brasil, hoje, dependente de hidro e termoelétricas para o fornecimento de energia, o que, para especialistas, é um modelo arriscado e caro. De fato, a carência de investimentos dos governos no setor elétrico carrega grande culpa por uma possível crise energética. Como o volume de recursos aplicados na manutenção e operação da rede é baixo, apesar de pagar caro pelo consumo, o consumidor acaba sofrendo com a falta de energia.

Infelizmente, o planejamento do Brasil só visa aumentar a OFERTA de hidroelétricas. Acaba-se não atentando para alternativas e criando um entrave à eficiência do planejamento enérgico. De acordo com os últimos leilões promovidos pelo governo, o preço da energia eólica tem sido equivalente à hidroelétrica, já a térmica e a solar são três vezes mais caras. Entretanto, a atual capacidade instalada de energia eólica não é suficiente para atender às necessidades do sistema brasileiro.

Não vemos outra solução, em curto prazo, para evitar uma crise energética se não explorar fontes renováveis e potenciais das regiões. Mas, é preciso entender que nenhuma matriz pode ser única e que qualquer sistema é mais SEGURO quando há várias fontes.

Há algum tempo o Brasil tem sofrido com uma série de apagões em várias regiões do País. Ano de eleições e Copa do Mundo, uma possível crise energética tem sido pauta de várias discussões por parte de especialistas e até políticos, tanto da situação quando da oposição.

Faltando quatro meses para o início da Copa do Mundo 2014, no Brasil, o país enfrenta as consequências do 10º apagão energético ocorrido no governo Dilma, que desta vez atingiu 11 Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do Tocantins, na Região Norte e ao menos seis milhões de pessoas.

A título de informação, segundo um levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), desde janeiro de 2011 até o dia 4 de fevereiro deste ano, foram registrados 181 apagões no país – todos considerados falhas de energia, independentemente do tamanho da área afetada, do período ou da carga interrompida. Apenas em 2013, foram registrados 45 blecautes.

Não é novidade que a falta de chuvas colocou o Brasil na faixa de risco dos apagões devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e ao crescente consumo de energia elétrica, provocado pelas temperaturas escaldantes deste verão. No entanto, dos 10 maiores blecautes ocorridos no mundo a partir de 1999, dois foram no País – o que deixa claro as fragilidades no abastecimento de eletricidade.

Uma das maiores crises na energia elétrica brasileira aconteceu em 2009, quando um apagão em 18 Estados deixou o país às escuras. E o problema não se tratou de questões de chuva ou queda nos reservatórios, e sim da falta de investimentos, que impediram atender a demanda. No Amazonas, na região Norte e o maior Estado do País, a interrupção no fornecimento de energia é uma constante.

Sabemos que o tamanho territorial do Brasil dificulta a distribuição de energia, tornando o sistema complexo, já que este conta com mais de 100 mil quilômetros de linhas de transmissão e suscetível a falhas. Entretanto, o país já viu esse filme e essas mesmas justificativas no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando, de fato, conhecemos o estrago que um apagão pode causar ao país e na imagem de um político.

O Brasil, hoje, dependente de hidro e termoelétricas para o fornecimento de energia, o que, para especialistas, é um modelo arriscado e caro. De fato, a carência de investimentos dos governos no setor elétrico carrega grande culpa por uma possível crise energética. Como o volume de recursos aplicados na manutenção e operação da rede é baixo, apesar de pagar caro pelo consumo, o consumidor acaba sofrendo com a falta de energia.

Infelizmente, o planejamento do Brasil só visa aumentar a OFERTA de hidroelétricas. Acaba-se não atentando para alternativas e criando um entrave à eficiência do planejamento enérgico. De acordo com os últimos leilões promovidos pelo governo, o preço da energia eólica tem sido equivalente à hidroelétrica, já a térmica e a solar são três vezes mais caras. Entretanto, a atual capacidade instalada de energia eólica não é suficiente para atender às necessidades do sistema brasileiro.

Não vemos outra solução, em curto prazo, para evitar uma crise energética se não explorar fontes renováveis e potenciais das regiões. Mas, é preciso entender que nenhuma matriz pode ser única e que qualquer sistema é mais SEGURO quando há várias fontes.

Por: Janguiê Diniz – Mestre e doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional